- 00:00:00

ARTIGO | O jornalismo que não informa, nem denuncia. Tempos de jornalistas propagandistas

Estamos vivendo tempos difíceis, no jornalismo. As "fake news", no meio jornalístico, "barrigas", estão em quase todos os veículos de comunicação, há todo tempo, há toda hora. Repórteres se acomodam e se prostram diante de um computador garimpando notícias caducas, na internet, muitas vezes publicadas sem nenhum critério de apuração. E assim um repórter cozinheiro vai cozinhando, quando muito, esquentando notícias alheias, que toma para si. E o pior disso tudo, é ver que editores e diretores de jornais, acham esses procedimentos normais e até os incentivam. Me lembro do que disse uma vez o jornalista Regis Debray: "Antigamente, quando você chegava com uma novidade a um diretor de jornal, ele piscava os olhinhos, esfregava as mãos e dizia entusiasmado: ‘Ótimo, ótimo, vamos publicar já! Ninguém está falando nisso!’ Mas hoje, quando se chega a um diretor de jornal com uma novidade, ele faz um muxoxo de desprezo e diz: ‘Isso não vai dar. Não interessa. Ninguém está falando nisso’”.

Arte: Roinesxxi
O mais triste, nesses tempos obscuros para o jornalismo, é o fato de que quase todas as redações e muitos jornalistas, se esqueceram de sua missão de informar doa-a-quem-doer, e se venderam a interesses escusos e a ideologias opressoras loucas pelo poder e pelos lucros financeiros inerentes. Essa classe jornalística é partidária do lema: “ser assessor de imprensa vale a pena quando a grana não é pequena” (frase do proeminente Fernando Pessoa).

Sou mais o que pensa a jornalista Katharine Graham: “notícia é o que alguém quer suprimida. Tudo o mais é publicidade. O poder é definir a agenda. O que nós imprimimos e o que nós não imprimimos é muito importante”.

Minha missão é informar, é apurar e denunciar! Parafraseando Diogo Mainardi, "estou aqui para falar mal. Meu trabalho é encher a paciência de todos os políticos". É tudo que sei fazer!


Este conteúdo é resultado do trabalho rigoroso e dispendioso de apuração, checagem e investigação do jornalista Claudio Campos e/ou da Agência 2CNews. Você pode republicar este conteúdo. Todas as republicações devem trazer o nome da agência (Agência 2CNews) e do autor (Claudio Campos) com destaque, na parte superior do textos.