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Rafael Parente, estuda meios de acabar com inscrições irregulares em creches públicas

Há uma carência de mais de 19 mil vagas em creches no Distrito Federal. Somado a essa carência, têm pais que não fazem parte de grupos vulneráveis, que não precisam financeiramente desse serviço, e que inscrevem seus filhos para o programa de assistência integral em creches públicas, ocupando, assim, vagas de quem precisa. A Secretaria de Educação abriu, somente este ano, 2,082 mil novas vagas para atendimento de crianças de 0 a 3 anos. Foram beneficiadas, em julho, as regionais de ensino de Samambaia, São Sebastião, Núcleo Bandeirante, Sobradinho e Gama.
Foto: Andre Borges/Agência Brasília
Dona Benedita, moradora do Gama, lamenta o fato de não ter conseguido vagas para seus dois filhos, mesmo tendo tentado por várias vezes matriculá-los, segundo ela, existem mães que não precisam e que conseguem colocar os filhos nas creches. "Voltei chorando pra casa, pois não consigo colocar meus filhos lá [na creche do setor leste]. O que me deixa revoltada é ver que só na minha rua têm três mulheres que não trabalham, nem precisam, e conseguem ter os filhos o dia todo na creche. Por que o governo não faz nada com elas?". Desabafa, dona Benedita.

O jornalista Claudio Campos questionou o secretário de educação, Rafael Parente, sobre pessoas que não precisam da assistência e que ocupam lugares de mães que necessitam. O secretário disse ter ciência desse problema. "Estamos estudando meios para evitar esse tipo de matrícula. Nosso maior obstáculo são questões judiciais. Sabemos que as creches não podem fazer nada sobre essas ocorrências. Cabe à Secretaria fazer isso", esclarece Parente.