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Dobra o número de incêndios no DF - Bombeiros mostram como evitar focos

O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal atendeu 3.104 ocorrências de incêndios florestais de janeiro a julho deste ano. Um média de quinze por dia. O número é maior do que o registrado pela corporação no mesmo período do ano passado, quando houve 2.465 ações dos profissionais.

O grande volume de chuvas no começo deste ano contribuiu para o aumento significativo da área de verde no cerrado – o que, no período de estiagem, cresce a possibilidade de queimadas.
Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília
“Houve o aumento da área da massa de vegetação, que neste período torna-se mais suscetível a incêndios”, explica o comandante especializado do CBMDF, coronel Álvaro Albuquerque.

Pelos cálculos do CBMDF, no período acima o Distrito Federal teve um total de 3.035,57 hectares de área queimada. No ano passado, no mesmo período, foram 1.436,41 hectares.

Como forma de prevenir os incêndios florestais, a corporação realiza uma série de atividades por meio da Operação Verde Vivo, colocada em prática anualmente. Porém, a participação da população ainda é a primordial no combate às queimadas.

“Alguns comportamentos ainda permanecem, como fogueiras mal condicionadas ou limpeza de terreno com uso de fogo. Mas, em 20 anos de dedicação à área ambiental, percebo que a população está mais consciente e é perceptível a mudança de comportamento”, relatou Albuquerque.

O CBMDF listou o que é necessário para coibir incêndios florestais:
  • Retirar toda a vegetação no local em que fizer fogueiras, inclusive deixar um espaço maior do que a área que será utilizada;
  • Não atear fogo para limpeza de terrenos, lixo ou resto de podas de árvores;
A Operação Verde Vivo é executada em quatro fases. A primeira delas ocorre entre abril e maio. Nesta etapa a corporação foca na conscientização da comunidade, em especial dos moradores de áreas rurais. É também o período em que bombeiros são capacitados para atuar no combate a incêndios no Cerrado.

Na segunda fase, os militares ficam de prontidão para o combate às chamas. A terceira fase – que compreende os meses de agosto a outubro – é a mais crítica, pois compreende o período de estiagem, em que as queimadas tendem a aumentar.

A partir deste estágio, as unidades do Corpo de Bombeiros ficam mobilizadas para o atendimento a casos de incêndios no Cerrado. Em novembro, com o início das chuvas, ocorre a desmobilização gradual das equipes destacadas exclusivamente para as queimadas.

Com informação da Agência Brasília e Secretaria de Segurança Pública