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História do DF é transmitida há 25 anos para professores

Fundado em 3 de junho de 1964, por iniciativa do ministro do Tribunal de Contas do DF Saulo Diniz, o Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal (IHG-DF) cumpre função considerada essencial para a educação do DF. Por meio de convênio com a Secretaria de Educação (SEE), ajuda profissionais de ensino a encontrar material específico sobre a história e a geografia do DF. Por isso, com o intuito de atualizar e qualificar professores da rede pública em relação ao tema, o IHG-DF, guardião da história e memória local, idealizou o Programa Educacional Distrito Federal: Seu Povo, Sua História.
Foto: Renato Araújo / Agência Brasília
O curso completa 25 anos em 2019. Serão 30 encontros, uma vez por semana, normalmente às terças-feiras. Com duração média de 180 horas, o curso tem aulas que exploram desde a pré-história do DF até a atualidade, bem como abordam questões econômicas e socioeducativas.

Os participantes têm a oportunidade de assistir a documentários sobre cinematografia na época da construção de Brasília e depoimentos de pioneiros, além das chamadas aulas-passeio, quando visitam monumentos como o Lago Paranoá, a Pedra Fundamental de Brasília, o Catetinho e a Casa da Fazenda Gama – esta, a primeira hospedagem do ex-presidente Juscelino Kubitschek e sua comitiva quando da primeira visita ao Planalto Central, em 1956.

O curso é realizado em parceria com o Centro de Aperfeiçoamento dos Profissionais de Educação, da Secretaria de Educação. A equipe educacional disponível no IHG-DF atua com professores formadores nas aulas para os professores cursistas, com temática voltada à história e a geografia do Distrito Federal.

Carência
O professor formador do IHG-DF Luiz Gustavo Leonel explica que cada turma leva o nome de um personagem histórico. A atual é chamada Auguste Glaziou, francês que vislumbrou a possibilidade da criação do Lago do Paranoá. Natural de Uberaba, em Minas Gerais, Leonel está em Brasília há cinco anos. “Esse curso foi o que me ajudou quando comecei a trabalhar na Secretaria de Educação”, relembra.

A carência de livros didáticos que falem sobre Brasília desperta o interesse dos professores para a capacitação. A professora Maira Raimunda Souza Santos, 50 anos, leciona na Escola Classe 68, em Ceilândia, e é uma das participantes da turma.

“Vim fazer o curso porque senti necessidade e curiosidade de saber mais sobre Brasília. Quando ia dar aula, ficava sempre um espaço. Daí um colega de trabalho me falou sobre o curso, dizendo que era interessante. Descobri que, morando há 42 anos no DF, havia muitos espaços que eu não conhecia, como o Catetinho e a Pedra Fundamental”, frisa a educadora.

Para Maria Raimunda, as aulas despertam a vontade do conhecimento sobre a capital do Brasil. “Aqui temos mais detalhes sobre a construção e história de Brasília. Como ela evoluiu e se tornou essa megacidade. Agora estou mais preparada para dar aulas. Posso falar com mais segurança para meus alunos. Saímos daqui e, quando vamos para a sala de aula, despertamos também nossos alunos”, acrescenta.