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A face humanitária do turismo de Brasília

Policiais se integram à Secretaria de Turismo nas ações de recepção aos turistas e mostram lado comunitário das forças de segurança

O casal Júlio César Castro, 52 anos, e Simone Castro, 56, escolheu Brasília como destino das férias da família. Moradores de Goiânia, eles decidiram apresentar a capital para o filho Daniel, 9 anos, que nunca tinha visto de perto as belezas arquitetônicas projetadas por Oscar Niemeyer. Ao chegarem à Catedral tiveram uma ajuda inusitada para deixar o álbum da viagem mais bonito: o policial militar que fazia o policiamento no local se ofereceu para tirar foto da família e até se ajoelhou para captar o melhor ângulo.

Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília

“Essa é a nossa rotina. Tiramos foto, damos informações e dicas, ensinamos caminhos”, conta o sargento Vilela, que trabalha no Batalhão de Polícia Turística (BPTur) da Polícia Militar do DF desde 2016, quando o regimento foi oficialmente criado. “Mostramos um outro lado da polícia, uma faceta mais comunitária”, completa.

Em Brasília os turistas são acompanhados por policiais desde quando desembarcam em solo brasiliense. De segunda a sábado dois policiais fazem policiamento na área de livre acesso do aeroporto e usam como base o posto da PM que fica na plataforma inferior, na área de desembarque. “Assim, os turistas já identificam a farda dos policiais e sabem quem pode dar qualquer apoio nos passeios”, afirma o comandante em exercício do BPTur, tenente Moreira Vaz. “Eles costumam ver no policial um porto seguro.”

Nas ruas também é fácil identificar policiais especializados no atendimento ao turista, que fazem um treinamento de três semanas para aprender a lidar com os viajantes, principalmente os estrangeiros. Os principais pontos turísticos da área central – como a Catedral, a Praça dos Três Poderes, a Torre de TV e o Palácio da Alvorada — são cobertos por uma equipe: uma dupla de policiais e uma viatura. Diariamente, das 7h às 21h, três equipes, compostas por policiais bilíngues em sua maioria, revezam-se nesses locais.

“Os policiais reforçam o policiamento habitual da cidade nos pontos turísticos e dão apoio aos colegas no atendimento a alguma ocorrência por falarem outro idioma”, exemplifica o tenente Moreira. “Mas o número de ocorrências não é significativo. Brasília é uma cidade muito segura, especialmente na área central”, acrescenta.

O goiano Júlio César percebeu a presença da polícia em todos os passeios que fez até agora em Brasília. Eles estavam na porta do hotel, no Banco Central e na Catedral. “É muito bom. Quando a gente vê o policial a gente se sente mais seguro”, elogiou.

Apesar da simpatia com os turistas, os PMs ficam atentos à movimentação do local e estão sempre prontos para agir em situações que possam causar ocorrência policial. “Se um grupo de turistas sai daqui [Catedral] e vai a pé para o Museu da República, por exemplo, observamos se eles não estão sendo seguidos e, se for o caso, abordamos os suspeitos”, diz o sargento Vilela.

Os policiais do BPTur também cuidam da preservação do patrimônio impedindo pichações e outros tipos de depredação.

Chegada do verão traz passageiros
Com a chegada da alta temporada de verão, o fluxo de passageiros no Aeroporto de Brasília aumenta, de modo que o primeiro mês do ano deve ser movimentado no terminal. Responsável pelo local, a Inframerica prevê um movimento de cerca de 1,5 milhão de passageiros para o período. O fluxo aéreo para janeiro deve ser de 11 mil pousos e decolagens.

Para atender à demanda, as companhias aéreas incluíram na malha 554 voos extras. Os dias de maior movimentação devem ser nesta quinta-feira (9) e nos dias 29 e 30 , quando 58 mil passageiros deverão passar pelo aeroporto.