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Novo ministro da educação deve ser anunciado nesta semana

Ministério da Educação segue sem ministro. O secretário de educação do Paraná, Renato Feder era favorito a assumir a pasta, mas no final de semana Feder recusou o pedido feito pelo presidente Jair Bolsonaro. “Agradeço ao presidente Jair Bolsonaro, por quem tenho grande apreço, mas declino do convite recebido. Sigo com o projeto no Paraná, desejo sorte ao presidente e uma boa gestão no Ministério da Educação.”

A educação está sem ministro há 18 dias e a mais de um ano sem projeto estruturado, e o próprio presidente chegou a dizer que, “a educação do país está horrível” .
A recusa de Feder reacende as pressões sobre o presidente e expõe a disputa interna no governo. Os militares, que indicaram Carlos Decotelli, sonham com um ministro técnico, independentemente de amarras ideológicas. Mas os radicais querem destaque para a ideologia. “O escolhido não deve ser ideologicamente neutro, tem que ser um conservador de raiz!”, sugeriu o deputado Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ) em seu twitter, ressaltando que a escolha é “exclusiva” do presidente. E, no meio disso tudo, há uma nova corrente interessada no cargo: o Centrão, que, depois da posse do deputado Fábio Faria nas Comunicações, declarou aberta a caça a um ministério para os senadores.
Outros nomes também foram citados para ocupar a pasta, como os do reitor do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), Anderson Ribeiro Correia — que teria o aval das alas militar e ideológica —; o da secretária nacional de Educação Básica, Ilona Becskeházy; e o do assessor especial da pasta, Sérgio Sant’Anna.