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Bolsonaro afirma que nunca chamou covid-19 de “gripezinha”

Opresidente Jair Bolsonaro (sem partido), no dia 20 de março, minimizou as mortes por Covid-19. e disse que após a facada que sofreu em 2018, não seria uma gripezinha que o derrubaria. “Não vai ser uma gripezinha que vai me derrubar”, disse. O coronavírus no Brasil já matou 171 mil pessoas, inclusive o próprio presidente já adquiriu o vírus no mês de julho. Porém, em sua live de ontem (26), realizada todas às quintas-feiras, Bolsonaro negou que chamou o vírus de “gripezinha”.  



“Falei lá atrás que, no meu caso, pelo meu passado de atleta, eu não generalizei, se pegasse a covid, não sentiria quase nada. Foi o que eu falei. Então, o pessoal da mídia, a grande mídia, falando que eu chamei de ‘gripezinha’ a questão da covid. Não existe um vídeo ou um áudio meu falando dessa forma. E eu falei pelo meu estado atlético, minha vida pregressa, tá? Que eu sempre cuidei do meu corpo. Sempre gostei de praticar esporte”.

Bolsonaro já havia chamado a covid-19 de gripezinha em rede nacional em março e em outras ocasiões. “No meu caso particular, pelo meu histórico de atleta, caso fosse contaminado com o vírus, não precisaria me preocupar. Nada sentiria ou seria, quando muito, acometido de uma gripezinha ou resfriadinho, como disse aquele famoso médico daquela famosa televisão”.

Outras declarações

No dia 28 de abril, o presidente perguntou a uma repórter, na portaria do Palácio da Alvorada, o que quer que ele faça em relação às mortes por coronavírus no Brasil, que superaram as da China, país de origem da pandemia.

Durante a entrevista, a jornalista disse ao presidente, “A gente ultrapassou o número de mortos da China por covid-19”.

Bolsonaro respondeu, “E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê? Eu sou Messias, mas não faço milagre”.

No dia 20 do mês de abril, o presidente ao ser questionado por um jornalista sobre a quantidade de mortos em decorrência do novo coronavírus, durante fala em frente ao Palácio do Planalto, em Brasília, respondeu que não era coveiro.

“Presidente, hoje temos mais de 300 mortes. Quantas mortes o senhor acha que…”, dizia o jornalista ao ser interrompido. “Ô, ô, ô, cara. Quem fala de… eu não sou coveiro, tá?”, respondeu”.

No dia 18 deste mês, o presidente Jair Bolsonaro, disse que o trabalhador rural não foi “frouxo” durante a pandemia. A fala foi baseada em um provérbio da Bíblia que diz que “se te mostrares frouxo no dia da angústia, sua força será pequena”.

“Graças a vocês que não pararam, nós da cidade continuamos sobrevivendo. Se o ‘fique em casa, a economia a gente vê depois’, fosse aplicada no campo, teríamos desabastecimento, fome, miséria e problemas sociais. Parabéns a vocês que não se mostraram frouxos na hora da angústia, como diz aqui a passagem bíblica”.  

Nesta terça-feira (24), seu apoiador perguntou sobre a possibilidade de prorrogar o auxílio emergencial, Bolsonaro respondeu “Pergunta para o vírus. A gente se prepara para tudo, mas tem que esperar certas coisas acontecerem. Mas esperamos que não seja necessário. Eu espero que não seja necessário, porque é sinal que a economia vai pegar e não teremos novos confinamentos no Brasil, né? Espero”. 

Este conteúdo é resultado do trabalho rigoroso e dispendioso de apuração, checagem e investigação do jornalista Claudio Campos e/ou da Agência 2CNews. Você pode republicar este conteúdo. Todas as republicações devem trazer o nome da agência (Agência 2CNews) e do autor (Claudio Campos) com destaque, na parte superior do textos.